quarta-feira, 29 de maio de 2013

Escrevo isso e choro. Porque quero tanto e não quero tanto. Porque se acabar morro. Porque se não acabar morro. Porque sempre levo um susto quando te vejo e me pergunto como é que fiquei todos esses anos sem te ver. Porque você me entedia e dai eu desvio o rosto um segundo e já não aguento de saudade. E descubro que não é tédio mas sim cansaço porque amar é uma maratona no sol e sem água. E ainda assim, é a única sombra e água fresca que existe. Mas e se no primeiro passo eu me quebrar inteira? E se eu forçar e acabar pra sempre sem conseguir andar de novo? Eu tenho medo que você seja um caminhão de luz que me esmague e me cegue na frente de todo mundo. Eu tenho medo de ser um saquinho frágil de bolinhas de gude e de você me abrir. E minhas bolhinhas correrem cada uma para um canto do mundo. E entrarem pelas valetas do universo. E eu nunca mais conseguir me juntar do jeito que sou agora. Eu tenho medo de você abrir o espartilho superficial que aperto todos os dias para me manter ereta, firme e irônica. Minha angústia particular que me faz parecer segura. Eu tenho medo de você melhorar minha vida de um jeito que eu nunca mais possa me ajeitar, confortável, em minhas reclamações. Eu tenho medo da minha cabeça rolar, dos meus braços se desprenderem, do meu estômago sair pelos olhos. Eu tenho medo de deixar de ser filha, de deixar de ser amiga, de deixar de ser menina, de deixar de ser estranha, de deixar de ser sozinha, de deixar de ser triste, de deixar de ser cínica. Eu tenho muito medo de deixar de ser.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Desgosto

Eu não sei em quem confiar ou em quem acreditar, eu não sei quando devo ficar feliz ou ficar triste, céus, eu não sei mais nada, eu.. Estou tão confusa. O que eu quero, do que preciso e quem posso abraçar sem ter medo de cair? Viverei com esse medo eternamente? Qual alma suporta isso? Não quero mais seguir em frente. Não vale a pena. Eu só tenho a sofrer. Sempre terá alguém pra me jogar la em baixo, no entanto, na maioria das vezes é em quem eu confiei, em quem depositei amor e alegrias. Por ele faz isso? Porque ela faz isso? Não sirvo pra esse mundo, nunca servi, não sei porque achei que as coisas poderiam melhorar. Um ser desnecessário, algo que desde o fruto do ventre de sua mãe foi odiado e nunca amado. O que é amor de família? O que é amor entre amigos ou entes queridos? Uma pessoa como eu, odiada, horrenda e perturbadora jamais deveria vagar entre os demais seres. Espero realmente que o destino tenha me reservado uma vida curta. Ou eu mesma o farei.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Como em um filme

Como em um filme, eu queria ter me afastado por anos, mas só pude me afastar por mais de um mês. Como em um filme, eu queria ter voltado grandiosa, mas voltei apenas sendo eu mesma, talvez até mais nostálgica que antes. Como eu um filme, eu queria ter pra quem voltar, mas eu nunca fui pra ter que voltar pra alguém. Eu sempre estive aqui, por mais que eu fugia, e por mais longe que eu fosse, a minha alma esteve sempre aqui. Perdida, fria. Esperando para ser tocada novamente. 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Só pare, somente pare de sonhar com ela. Chega. Se não é pensando, é sonhando. Esqueça, chega dessa saudade, é ridículo, te torna ridícula.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Lembranças

Já aconteceu tantas vezes comigo... Ela estar ali, tão linda, mas me ignorando como sempre. Ignorando o fato de amar duas pessoas, ignorando que a vontade é de esquecer tudo e me abraçar, porque.. eu acho que as vezes esse é o meu desejo. E então, eu acordo, e vejo que era apenas um sonho e nada mais que um sonho. Me sinto tão feliz de sonhar com ela, de ainda poder sonhar com ela. Porque eu sei que meus dias não estão passando em branco como eu achei que seria. Eu ainda olho a foto dela, eu ainda.. Eu ainda choro por ela. De saudade, da falta de um abraço dela todos os dias de manha. Sinto falta dela me falando que tenho o cheiro da prima dela, sinto falta dela gostar das minhas unhas, sinto falta do sorriso de lado e sem jeito. Sinto falta dos olhares que queriam dizer tanto, sinto falta do leve carinho sobre minha coxa, sinto falta da voz grave, do balbuciar das palavras manejadas sem jeito, das mãos sempre se mexendo quando ela falava. Sinto falta dos "idái" nas histórias que ela contava. Das ligações que sempre me acordavam e das frases: "ALINE VOCÊ AINDA TA DEITADA?! AH NÃO!" E eu sorria, me levantava em um só impulso e dava bom dia ao sol, tão lindo e brilhoso como nenhum ser jamais poderia ser. E eu adorava sentir o barulho do tênis dela, o silêncio poderia predominar, mas aquele barulho sempre fazia com que as duas rissem. Eu só sinto falta das coisas que ninguém jamais fará. Das coisas que só serão diferentes com ela e com mais ninguém. Eu sinto falta, eu sinto saudade, mas é algo do meu passado, algo pra ser revivido por lembranças e nada mais. Apenas uma boa e velha lembrança, assim como tenho de quem já entrou na minha vida e acabou partindo por motivos que só a vida sabe explicar. Eu amei, eu amo e amarei, no entanto não muda o fato de eu não querer de volta para o meu presente. Sempre será a mulher da minha vida. Sempre.
Siga em frente, como eu estou seguindo. Sorria como eu estou sorrindo. Viva como eu estou vivendo. Com alegria, sabedoria e, principalmente, felicidade.

Que o tempo e mais nada nos afaste...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

LittleCarrie



“ Hoje, provavelmente eu siga o mesmo roteiro de antes: uma boa taça de vinho, uma perfeita encenação com algum desavisado e posteriormente após beber o sangue da tal criatura inocente eu acabe vomitando todo o vinho ou quaisquer alimentos consumidos. E provavelmente eu acabe por ficar muito mal em uma cama qualquer enquanto alguma outra serviçal desavisada tenta cuidar de mim.
Desde a última vez em que resolvi assumir a pose de uma senhorita sofisticada que tudo pode e nada lhe afeta, as cenas do capítulo não ocorreram tão bem. Conforme você envelhece, conforme você, vampira ou vampiro, assiste a vida mortal tão de perto ao mesmo instante em que perde sua humanidade pouco a pouco a vontade de viver vai se esvaindo entre seus dedos e por fim resta somente, e digo somente, o desejo de provocar um caos. Resta à vontade, o desejo pela sede de destruição. Ora... Vamos, não seja tão educado assim meu caro, a verdade seja dita, quem não gostaria de acabar com tudo ao seu redor quando todos parecem mais felizes e você continua piorando? Tsc, não minta. Não para mim.


Mais uma vez, somente mais uma vez eu esperava não esperar nada de uma noite igual aquela que se passava. Basta um atrativo a mais em qualquer que fosse a criatura e lá estaria eu a procura de algum tipo de diversão nada perdoável. Pecados e mais pecados. Acha mesmo que eu me importo depois de chegar aonde cheguei mon Cher? Negativo. Nunca me arrependo. ” 

Naturalismo


Certos humanos agem como viúvas negras, seduzindo seus machos a um acasalamento de perdição. No caso das mulheres matam os sonhos dos homens, humilhando-os, transformando-os em vermes asquerosos, pisando em suas cabeças de inseto. E mesmo esses homens passando por tais humilhações, até dizendo que são os leões das florestas, únicos e fortes, acabam submetendo-se a essa vida de cachorrinho vira-lata, abanando o rabinho implorando por carinho.